terça-feira, 27 de março de 2012

ONDE ESTÃO OS RICOS NO BRASIL

O Brasil, de acordo com os dados do Censo 2000, possuía no início do século XXI pouco mais de 1.162.164 de famílias ricas (2,4% do total de famílias existentes no país). Tais famílias possuíam uma renda familiar mensal acima de R$ 10.982,00 em valores de setembro de 2003.
A renda familiar mensal média destas famílias era de R$ 22.487,00, segundo os mesmos critérios.
Esta renda familiar média mensal dos ricos era 14 vezes maior do que a renda familiar mensal média do país e cerca de 80 vezes superior à linha de pobreza abaixo da qual se situam os 20% mais pobres do país. Além disso, as famílias mais ricas respondiam por 1/3 de toda a massa de renda familiar do país, declarada no Censo de 2000.
Entretanto, o estabelecimento de uma linha de riqueza nacio­nal acaba abstraindo diferenças regionais significativas em termos de padrão de consumo e custo de vida, as quais serão elucidadas no tópico seguinte.
Vale ressaltar neste sentido que, de acordo com a linha de riqueza nacional utilizada, 6,1% das famílias pau listas
são considera­das ricas, contra 0,4% para o caso do Maranhão - estado situado no outro extremo. Já em termos de diferença entre a renda familiar dos ricos e a renda média familiar total por estado, esta disparidade que, em São Paulo, é de cerca de 11 vezes, mostra-se superior a 30 vezes no caso maranhense.
Ao se analisar a distribuição dos ricos no Brasil no ano de 2000 - ou seja, do 1,162 milhão de famílias -, percebe-se que 58% destas famílias encontram-se concentradas no estado de São Paulo. Pelo critério de grandes regiões naturais, 73,5% das famílias ricas estão localizadas na região Sudeste, outros 10% na região Sul e o restante nas regiões Nordeste (7,7%), Centro - Oeste (6,4%) e Norte (2,4%).
Ao se ponderar a participação de cada estado no total de famí­lias ricas pela sua participação na população total, observa-se que o estado de São Paulo e o Distrito Federal são as únicas regiões a possuírem um índice de riqueza (participação do estado no total de famílias ricas/participação do estado na população total) superior a 2,0. Em seguida, aparecem os estados cujo índice de riqueza gira de 0,5 a 1,0, quais sejam: Rio de Janeiro 0,0), Rio Grande do Sul e Paraná (0,7), Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina (0,6) e Minas Gerais (0,5). Todos os demais estados possuem um índice de riqueza inferior a 0,5, ou seja, a participação do estado no total de ricos do país é menor do que a metade da participação deste estado na população brasileira
www.oocities.org/br/movdesobedeca/atlasexclusao.doc


O Brasil tem 16,2 milhões na pobreza extrema
O governo informou, na terça-feira 3, que o Brasil possui 16,2 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema. Baseado em dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério do Desenvolvimento Social definiu como integrantes desta faixa da população aqueles que vivem com até 70 reais por mês.Um entre cada dez brasileiros vive em condições de extrema pobreza, sendo o Nordeste (18,1%) e Norte (16,8%) as regiões do país com maior número de pessoas nesta condição, apesar de receberem maior apoio de programas de transferência de renda do governo. “O Bolsa Família, por exemplo, melhora as condições de vida dos participantes, ajuda na manutenção de estudantes na escola e no acompanhamento de gestantes. Mas não pode realizar a tarefa de retirar efetivamente da pobreza”, explica a Secretária de Articulação para Inclusão Produtiva, Ana Fonseca, que assume a secretaria Extraordinária da Pobreza Extrema com o lançamento do Plano Nacional de Combate a Pobreza, nas próximas semanas.As regiões Centro-Oeste (4%), Sudeste (3,4%) e Sul (2,6%) possuem as menores parcelas de população em situação de extrema pobreza, abaixo da média nacional de 8,5%.

http://www.cartacapital.com.br/economia/brasil-tem-162-milhoes-na-pobreza-extrema/

quinta-feira, 22 de março de 2012

A classe C está cada vez maior

A classe C está cada vez maior e incorporou mais de 2,7 milhões de brasileiros, somando 103,054 milhões de pessoas em 2011. Já a classe DE voltou a encolher e recuou de 47,948 milhões para 45,243 milhões, segundo dados da pesquisa O Observador 2012, realizada pela Cetelem BGN com a Ipsos.
O levantamento mostrou também que a classe AB cresceu em ritmo menos acelerado (de 42,195 milhões em 2010 para 42,434 milhões em 2011.
Esses números significam que o desenho da estrutura social das classes de renda do Brasil continua a ser na forma de um losango – colocando de lado, pelo segundo ano seguido, a tradicional forma de pirâmide.
Com o movimento, 54% da população passou a ser da classe C, em comparação a 53% em 2010. Em relação a 2005, quando a pesquisa O Observador começou a ser realizada no Brasil, o salto da classe C foi de 34% para 54% (ou seja, 20 pontos percentuais).
Como contraponto, a classe DE teve encolhimento expressivo no período, passando de 51% do total em 2005 para 24% no ano passado. A classe AB cresceu, no período, de 15% para 22%.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Pesquisa mostra redução da taxa de fecundidade no BrasilComunicado nº 64 também aponta que a população diminuirá a partir de 2030 após pico de 206,8 milhões de pessoasOs dados de 2009 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) confirmam a tendência demográfica que começou na década de 1970, de desaceleração no ritmo de crescimento populacional e de envelhecimento da população. “Em 1970, acreditávamos que a população brasileira chegaria a 200 milhões de habitantes nos anos 2000. Hoje, pensamos que a marca será atingida em 2020”, disse a Coordenadora de População e Cidadania do Ipea, Ana Amélia Camarano nesta quarta-feira, 13, durante lançamento do Comunicado do Ipea n° 64: PNAD 2009 – Primeiras Análises: Tendências demográficas. Para Camarano, o País deve parar de crescer em 2030, devido ao fato de a taxa média de fecundidade (1,8 filho por mulher) se encontrar abaixo do patamar de reposição – que seria de 2,1 filhos. O nível de fecundidade passou de 91 filhos nascidos vivos a cada mil mulheres em 1992 para 63 em 2009 e houve redução no número de adolescentes grávidas.Terceiro da série de análises sobre a PNAD, o Comunicado também trata das consequências do envelhecimento da população. “A população brasileira está envelhecendo, o que nos faz pensar também em novas políticas públicas pelo aumento na demanda por cuidados de longa duração e por serviços de saúde. Em 2040, a previsão é de que teremos 204,7 milhões de pessoas no Brasil”, diz a Coordenadora.O estudo também mostra uma população menos dependente dos filhos e com mais participação dos idosos na renda familiar. Em 2009, aproximadamente 13,8 milhões de pessoas acima de 60 anos eram chefes de família (42,7% mulheres). O número de idosos passou de 1,7 milhão para 21,5 milhões entre 1940 e 2009 no Brasil, e deve aumentar nas próximas décadas.

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5531:pesquisa-mostra-reducao-da-taxa-de-fecundidade-no-brasil&catid=10:disoc&Itemid=9

Brasil em transição demográfica
fapesp.brrevistapesquisa.fapesp.br/?art=4627&bd=1&pg=1&lg


Fernando Henrique Cardoso: No século passado a economia do Brasil cresceu muito consistentemente até 1980. Só o Japão cresceu mais depressa em termos per-capita. Daí em diante o Brasil tem sempre procurado novos papéis. Na cabeça do povo brasileiro, somos um gigante. Mas nosso tamanho, por muito tempo ele
foi uma ilusão. Nós ainda não temos capacidade de desempenhar um papel importante. Ficamos o tempo todo imaginando o que poderíamos vir a ser. O Brasil aspirava ser parte do grupo central da Liga das Nações; depois da Segunda Guerra Mundial o Brasil levantou essa possibilidade de novo [durante a criação das Nações Unidas]. Churchill vetou, dizendo que as Américas não poderiam falar com duas vozes. Churchill errou. Assim, nós sempre aspiramos um papel importante.
No século XIX, por causa do confronto entre Espanha e Portugal, nós nos
envolvemos em guerras no Sul, e o império brasileiro foi percebido por nossos vizinhos como uma ameaça. Depois o eixo deslocou-se para os Estdos Unidos e o Brasil virou uma República e muito mais acomodado – e novamente hesitou. Até que ponto deveríamos desempenhar um papel hegemônico na região? Nunca assumimos esse papel. Preferimos ser amados a ser temidos.
No fim do século passado, a economia recuperou o vigor, estabelecemos
tradições democráticas e redescobrimos nossas peculiaridades culturais. Isso nos deu uma sensação de que talvez pudéssemos desempenhar um papel na área da “soft politics”: não apenas por sermos economicamente fortes, mas também por causa da nossa capacidade de aceitar os outros, de sermos tolerantes. Nós gostamos de nos considerar sem preconceitos, como uma democracia racial. Não é inteiramente verdade, mas é uma aspiração com alguns ingredientes de realidade.
Porque de fato nós somos mais tolerantes do que vários outros países.
Compare os Estados Unidos e o Brasil. Ambos são países construídos com base na imigração, nas no Brasil os imigrantes se integraram mais, e o que é mais impressionante é que as culturas se fundiram. Não temos uma cultura negra no Brasil, e uma cultura branca. Não tem sentido no Brasil falar de cultura negra: ela é a nossa cultura.
E nós aceitamos a variedade religiosa. Não somos intolerantes – os
brasileiros são sincretistas, não fundamentalistas. E porque somos um país de imigrantes, temos contato com diferentes partes do mundo. Muitos brasileiros são japoneses e talvez mais de 10 milhões são árabes. Mais que isso são alemães. Não há outro país no mundo com mais italianos, em números absolutos. E tudo isso se fundiu. Nós nunca sabemos exatamente qual é nossa ascendência.
O Brasil sempre foi a favor do multilateralismo, em vez de relações
bilaterais, e de tentar negociar, lançar pontes. A diplomacia brasileira se
baseia nisso. Nós precisamos olhar para o Sul, para a bacia do Rio da Prata, e para os Estados Unidos; relacionarmo-nos tanto com os Estados Unidos quanto com o Sul. Há elementos de flexibilidade na cultura brasileira que têm origem em Portugal, não só no Brasil. Se você comparar os portugueses e os holandeses na África, é bem diferente. Os portugueses sempre tiveram relações sexuais com os
nativos.Há uma frase que eu gosto de repetir quando estou na Espanha. No século XVIII, o Marques de Pombal [Sebastião José de Carvalho e Melo, o primeiro ministro do Reino de 1750 a 1777] escreveu uma carta para seu irmão, o vice-rei do Norte do Brasil, dizendo: temos que estimular os portugueses a se casar com mulheres indígenas, porque é melhor ter meio português do que um espanhol! Eles
estavam enfrentando os espanhóis e se preocupavam com a questão demográfica. Sentiam que essas crianças eram, de algum modo, portuguesas. Isso não é comum no mundo hispânico, eles se mantinham mais separados. Então, no Brasil, a classe dominante em geral tentava disfarçar o fato de que a desigualdade era tão grande. Uma das maneiras de disfarçar as diferenças é tratar as pessoas como se elas fossem mais próximas do que realmente são, falar como se fôssemos iguais. Até certo ponto, isso é um engodo, mesmo que as pessoas não se dêem conta; é uma maneira de manter as diferenças sem provocar
uma reação forte. A parte tradicional da classe dominante no Brasil será sempre amena, gentil, pedindo sempre “por favor”, em vez de mandar. Com a nova burguesia não é assim: eles são muito mais arrogantes do que os grupos da elite tradicional do Brasil. São diferentes – mais capitalistas.
http://www.eagora.org.br/arquivo/mais-seguranca-pessoal-menos-desigualdade

Pesquisando e analisando os resultados da
genealogia genética é possível um cálculo geral aproximado. Fiz uma estimativa geral das origens exclusivamente masculinas e femininas na demografia brasileira(cromossomo Y e DNA mitocondrial):

População Brasileira = 200 milhões. Origens:
100 milhões de homens no Brasil
- 55% Português do Brasil = 40% Núcleo duro
Colonial - 15% Imigração
Pós-Independência. (55 milhões de
homens com nomes portugueses - 100% da população “branca”
nesta categoria = 20 milhões, 90% dos “pardos e mulatos”-= 30 milhões, 40% dos “negros” = 5 milhões).
Menos de 100 mil homens no Norte de Portugal ao redor do ano 1000 dC anos, no auge da Guerra islâmicas no noroeste da Península Ibérica.
Mais de 400 mil cruzaram o Atlântico Português na conquista e colonização do Brasil 1500-1800.
55 milhões de Brasileiros de origem portuguesa no Brasil cromossomo Y e 5 milhões de Portugueses Europeus. 11X1 é a razão a favor do Brasil.
- 12% Italiano - Imigração Pós-Independência
- 8% Espanhol - Colonial
2% - 6% Imigração Pós-Independência. Galiza representa mais da metade da contribuição espanhola.
- 5% Ameríndia - Nativos. Concentração no Norte do Brasil
- 5% Africano - Colonial-1850. Concentração no Litoral.
- 5% Alemães - Imigração Pós-Independência. Concentração no Sul
- 3% Árabes, libaneses, sírios - Imigração Pós-Independência
- 2% Polonês - Imigração Pós-Independência. Concentração no Sul
- 2% Japonês - imigração pós-independência. São Paulo, Paraná.
- 3% de Suíços, Franceses, Inglês, Ucraniano e outro do leste europeu, Armênios, Ciganos, Chineses, Judeus, Outros Imigração Pós-Independência

100 milhões de mulheres no Brasil
- 33% Ameríndias
- 33% Da Eurásia (subdividindo)
Portuguesa de 10% - 2% Colonial-8% pós-independência.
10 milhões de mulheres brasileiras de origem portugueses X 5 milhões de portuguesas na Europa. Proporção de 2X1 para o Brasil.
5% Espanhola
7% Italiana
4% Alemã
2% Japonesa
2% Polonesa
1% Árabe
2% da Ucrânia, Suíça,
Francêsa, Inglêsa, Outras da Europa
Oriental, Armênias, Ciganas, Chinesas, Judias,
Outras
- 33% Africanas
Abraços
Ricardo Costa de
Oliveira

quinta-feira, 15 de março de 2012

Pena, Sérgio et al. (2000). Retrato Molecular do Brasil. Ciência Hoje.
http://issuu.com/biohoffmann/docs/ci_ncia_hoje__v.27__n.159__abr__2000_-_retrato_mol

Quantas pessoas já viveram no planeta ?
http://www.prb.org/Articles/2002/HowManyPeopleHaveEverLivedonEarth.aspx

Brasil 500 anos de Povoamento
http://www.ibge.gov.br/brasil500/home.html

Estatísticas do Povoamento
Evolução da população brasileira

Os números da população indígena
População das terras indígenas
População moderna e do séc.XVI
Grupos indígenas extintos
População escrava e negra
Desembarques no Brasil
População escrava no Brasil
Evolução da população/cor
Imigração no Brasil
Imigração total - períodosanuais
Imigração por nacionalidade(1884/1933)
Imigração por nacionalidade(1945/1959)

Território Brasileiro e Povoamento
Construção doterritório
História indígena
Portugueses
Negros
Espanhóis
Judeus
Alemães
Italianos
Árabes
Japoneses

Programa

Departamento de Ciências Sociais - UFPR
Programa de Disciplina 2012/1º Semestre
Prof. Ricardo Costa de Oliveira
HC 124 - Sociologia Demográfica
Quarta10:30
Sexta 7:30

O que é demografia. Taxas de natalidade, mortalidade, crescimento populacional. Índice de Gini. Migrações. Mudanças demográficas. Índice de desenvolvimento humano (IDH) e demografia. Renda per capita e desenvolvimento. Genealogia genética e demografia. Genoma e sociedade. Quantos somos e quem somos. Sociologia e genética das populações. Conceitos fundamentais de demografia
Demografia histórica da população brasileira
Demografia do Brasil
Demografia do Paraná
Demografia de Curitiba
Dados demográficos contemporâneos
Classes sociais e demografia.
23andMe
Family Tree DNA - FTDNA
IBGE – Séries Históricas e Censos Demográficos
IPARDES – Informações Populacionais

Hugon, Paul (1977). Demografia Brasileira. Atlas.
Pena, Sérgio et al. (2000). Retrato Molecular do Brasil. Ciência Hoje.

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. PNUD – Relatórios e Atlas 2011/12

Sauvy, Alfred (1979). Elementos de Demografia. Zahar.

Outros estudos e artigos recentes sobre genética e sociedade