quarta-feira, 21 de março de 2012

Pesquisa mostra redução da taxa de fecundidade no BrasilComunicado nº 64 também aponta que a população diminuirá a partir de 2030 após pico de 206,8 milhões de pessoasOs dados de 2009 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) confirmam a tendência demográfica que começou na década de 1970, de desaceleração no ritmo de crescimento populacional e de envelhecimento da população. “Em 1970, acreditávamos que a população brasileira chegaria a 200 milhões de habitantes nos anos 2000. Hoje, pensamos que a marca será atingida em 2020”, disse a Coordenadora de População e Cidadania do Ipea, Ana Amélia Camarano nesta quarta-feira, 13, durante lançamento do Comunicado do Ipea n° 64: PNAD 2009 – Primeiras Análises: Tendências demográficas. Para Camarano, o País deve parar de crescer em 2030, devido ao fato de a taxa média de fecundidade (1,8 filho por mulher) se encontrar abaixo do patamar de reposição – que seria de 2,1 filhos. O nível de fecundidade passou de 91 filhos nascidos vivos a cada mil mulheres em 1992 para 63 em 2009 e houve redução no número de adolescentes grávidas.Terceiro da série de análises sobre a PNAD, o Comunicado também trata das consequências do envelhecimento da população. “A população brasileira está envelhecendo, o que nos faz pensar também em novas políticas públicas pelo aumento na demanda por cuidados de longa duração e por serviços de saúde. Em 2040, a previsão é de que teremos 204,7 milhões de pessoas no Brasil”, diz a Coordenadora.O estudo também mostra uma população menos dependente dos filhos e com mais participação dos idosos na renda familiar. Em 2009, aproximadamente 13,8 milhões de pessoas acima de 60 anos eram chefes de família (42,7% mulheres). O número de idosos passou de 1,7 milhão para 21,5 milhões entre 1940 e 2009 no Brasil, e deve aumentar nas próximas décadas.

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5531:pesquisa-mostra-reducao-da-taxa-de-fecundidade-no-brasil&catid=10:disoc&Itemid=9

Brasil em transição demográfica
fapesp.brrevistapesquisa.fapesp.br/?art=4627&bd=1&pg=1&lg


Fernando Henrique Cardoso: No século passado a economia do Brasil cresceu muito consistentemente até 1980. Só o Japão cresceu mais depressa em termos per-capita. Daí em diante o Brasil tem sempre procurado novos papéis. Na cabeça do povo brasileiro, somos um gigante. Mas nosso tamanho, por muito tempo ele
foi uma ilusão. Nós ainda não temos capacidade de desempenhar um papel importante. Ficamos o tempo todo imaginando o que poderíamos vir a ser. O Brasil aspirava ser parte do grupo central da Liga das Nações; depois da Segunda Guerra Mundial o Brasil levantou essa possibilidade de novo [durante a criação das Nações Unidas]. Churchill vetou, dizendo que as Américas não poderiam falar com duas vozes. Churchill errou. Assim, nós sempre aspiramos um papel importante.
No século XIX, por causa do confronto entre Espanha e Portugal, nós nos
envolvemos em guerras no Sul, e o império brasileiro foi percebido por nossos vizinhos como uma ameaça. Depois o eixo deslocou-se para os Estdos Unidos e o Brasil virou uma República e muito mais acomodado – e novamente hesitou. Até que ponto deveríamos desempenhar um papel hegemônico na região? Nunca assumimos esse papel. Preferimos ser amados a ser temidos.
No fim do século passado, a economia recuperou o vigor, estabelecemos
tradições democráticas e redescobrimos nossas peculiaridades culturais. Isso nos deu uma sensação de que talvez pudéssemos desempenhar um papel na área da “soft politics”: não apenas por sermos economicamente fortes, mas também por causa da nossa capacidade de aceitar os outros, de sermos tolerantes. Nós gostamos de nos considerar sem preconceitos, como uma democracia racial. Não é inteiramente verdade, mas é uma aspiração com alguns ingredientes de realidade.
Porque de fato nós somos mais tolerantes do que vários outros países.
Compare os Estados Unidos e o Brasil. Ambos são países construídos com base na imigração, nas no Brasil os imigrantes se integraram mais, e o que é mais impressionante é que as culturas se fundiram. Não temos uma cultura negra no Brasil, e uma cultura branca. Não tem sentido no Brasil falar de cultura negra: ela é a nossa cultura.
E nós aceitamos a variedade religiosa. Não somos intolerantes – os
brasileiros são sincretistas, não fundamentalistas. E porque somos um país de imigrantes, temos contato com diferentes partes do mundo. Muitos brasileiros são japoneses e talvez mais de 10 milhões são árabes. Mais que isso são alemães. Não há outro país no mundo com mais italianos, em números absolutos. E tudo isso se fundiu. Nós nunca sabemos exatamente qual é nossa ascendência.
O Brasil sempre foi a favor do multilateralismo, em vez de relações
bilaterais, e de tentar negociar, lançar pontes. A diplomacia brasileira se
baseia nisso. Nós precisamos olhar para o Sul, para a bacia do Rio da Prata, e para os Estados Unidos; relacionarmo-nos tanto com os Estados Unidos quanto com o Sul. Há elementos de flexibilidade na cultura brasileira que têm origem em Portugal, não só no Brasil. Se você comparar os portugueses e os holandeses na África, é bem diferente. Os portugueses sempre tiveram relações sexuais com os
nativos.Há uma frase que eu gosto de repetir quando estou na Espanha. No século XVIII, o Marques de Pombal [Sebastião José de Carvalho e Melo, o primeiro ministro do Reino de 1750 a 1777] escreveu uma carta para seu irmão, o vice-rei do Norte do Brasil, dizendo: temos que estimular os portugueses a se casar com mulheres indígenas, porque é melhor ter meio português do que um espanhol! Eles
estavam enfrentando os espanhóis e se preocupavam com a questão demográfica. Sentiam que essas crianças eram, de algum modo, portuguesas. Isso não é comum no mundo hispânico, eles se mantinham mais separados. Então, no Brasil, a classe dominante em geral tentava disfarçar o fato de que a desigualdade era tão grande. Uma das maneiras de disfarçar as diferenças é tratar as pessoas como se elas fossem mais próximas do que realmente são, falar como se fôssemos iguais. Até certo ponto, isso é um engodo, mesmo que as pessoas não se dêem conta; é uma maneira de manter as diferenças sem provocar
uma reação forte. A parte tradicional da classe dominante no Brasil será sempre amena, gentil, pedindo sempre “por favor”, em vez de mandar. Com a nova burguesia não é assim: eles são muito mais arrogantes do que os grupos da elite tradicional do Brasil. São diferentes – mais capitalistas.
http://www.eagora.org.br/arquivo/mais-seguranca-pessoal-menos-desigualdade

Pesquisando e analisando os resultados da
genealogia genética é possível um cálculo geral aproximado. Fiz uma estimativa geral das origens exclusivamente masculinas e femininas na demografia brasileira(cromossomo Y e DNA mitocondrial):

População Brasileira = 200 milhões. Origens:
100 milhões de homens no Brasil
- 55% Português do Brasil = 40% Núcleo duro
Colonial - 15% Imigração
Pós-Independência. (55 milhões de
homens com nomes portugueses - 100% da população “branca”
nesta categoria = 20 milhões, 90% dos “pardos e mulatos”-= 30 milhões, 40% dos “negros” = 5 milhões).
Menos de 100 mil homens no Norte de Portugal ao redor do ano 1000 dC anos, no auge da Guerra islâmicas no noroeste da Península Ibérica.
Mais de 400 mil cruzaram o Atlântico Português na conquista e colonização do Brasil 1500-1800.
55 milhões de Brasileiros de origem portuguesa no Brasil cromossomo Y e 5 milhões de Portugueses Europeus. 11X1 é a razão a favor do Brasil.
- 12% Italiano - Imigração Pós-Independência
- 8% Espanhol - Colonial
2% - 6% Imigração Pós-Independência. Galiza representa mais da metade da contribuição espanhola.
- 5% Ameríndia - Nativos. Concentração no Norte do Brasil
- 5% Africano - Colonial-1850. Concentração no Litoral.
- 5% Alemães - Imigração Pós-Independência. Concentração no Sul
- 3% Árabes, libaneses, sírios - Imigração Pós-Independência
- 2% Polonês - Imigração Pós-Independência. Concentração no Sul
- 2% Japonês - imigração pós-independência. São Paulo, Paraná.
- 3% de Suíços, Franceses, Inglês, Ucraniano e outro do leste europeu, Armênios, Ciganos, Chineses, Judeus, Outros Imigração Pós-Independência

100 milhões de mulheres no Brasil
- 33% Ameríndias
- 33% Da Eurásia (subdividindo)
Portuguesa de 10% - 2% Colonial-8% pós-independência.
10 milhões de mulheres brasileiras de origem portugueses X 5 milhões de portuguesas na Europa. Proporção de 2X1 para o Brasil.
5% Espanhola
7% Italiana
4% Alemã
2% Japonesa
2% Polonesa
1% Árabe
2% da Ucrânia, Suíça,
Francêsa, Inglêsa, Outras da Europa
Oriental, Armênias, Ciganas, Chinesas, Judias,
Outras
- 33% Africanas
Abraços
Ricardo Costa de
Oliveira

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