ONDE ESTÃO OS RICOS NO BRASIL
O Brasil, de acordo com os dados do Censo 2000, possuía no início do século XXI pouco mais de 1.162.164 de famílias ricas (2,4% do total de famílias existentes no país). Tais famílias possuíam uma renda familiar mensal acima de R$ 10.982,00 em valores de setembro de 2003.
A renda familiar mensal média destas famílias era de R$ 22.487,00, segundo os mesmos critérios.
Esta renda familiar média mensal dos ricos era 14 vezes maior do que a renda familiar mensal média do país e cerca de 80 vezes superior à linha de pobreza abaixo da qual se situam os 20% mais pobres do país. Além disso, as famílias mais ricas respondiam por 1/3 de toda a massa de renda familiar do país, declarada no Censo de 2000.
Entretanto, o estabelecimento de uma linha de riqueza nacional acaba abstraindo diferenças regionais significativas em termos de padrão de consumo e custo de vida, as quais serão elucidadas no tópico seguinte.
Vale ressaltar neste sentido que, de acordo com a linha de riqueza nacional utilizada, 6,1% das famílias pau listas
são consideradas ricas, contra 0,4% para o caso do Maranhão - estado situado no outro extremo. Já em termos de diferença entre a renda familiar dos ricos e a renda média familiar total por estado, esta disparidade que, em São Paulo, é de cerca de 11 vezes, mostra-se superior a 30 vezes no caso maranhense.
Ao se analisar a distribuição dos ricos no Brasil no ano de 2000 - ou seja, do 1,162 milhão de famílias -, percebe-se que 58% destas famílias encontram-se concentradas no estado de São Paulo. Pelo critério de grandes regiões naturais, 73,5% das famílias ricas estão localizadas na região Sudeste, outros 10% na região Sul e o restante nas regiões Nordeste (7,7%), Centro - Oeste (6,4%) e Norte (2,4%).
Ao se ponderar a participação de cada estado no total de famílias ricas pela sua participação na população total, observa-se que o estado de São Paulo e o Distrito Federal são as únicas regiões a possuírem um índice de riqueza (participação do estado no total de famílias ricas/participação do estado na população total) superior a 2,0. Em seguida, aparecem os estados cujo índice de riqueza gira de 0,5 a 1,0, quais sejam: Rio de Janeiro 0,0), Rio Grande do Sul e Paraná (0,7), Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina (0,6) e Minas Gerais (0,5). Todos os demais estados possuem um índice de riqueza inferior a 0,5, ou seja, a participação do estado no total de ricos do país é menor do que a metade da participação deste estado na população brasileira
www.oocities.org/br/movdesobedeca/atlasexclusao.doc
O Brasil tem 16,2 milhões na pobreza extrema
O governo informou, na terça-feira 3, que o Brasil possui 16,2 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema. Baseado em dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério do Desenvolvimento Social definiu como integrantes desta faixa da população aqueles que vivem com até 70 reais por mês.Um entre cada dez brasileiros vive em condições de extrema pobreza, sendo o Nordeste (18,1%) e Norte (16,8%) as regiões do país com maior número de pessoas nesta condição, apesar de receberem maior apoio de programas de transferência de renda do governo. “O Bolsa Família, por exemplo, melhora as condições de vida dos participantes, ajuda na manutenção de estudantes na escola e no acompanhamento de gestantes. Mas não pode realizar a tarefa de retirar efetivamente da pobreza”, explica a Secretária de Articulação para Inclusão Produtiva, Ana Fonseca, que assume a secretaria Extraordinária da Pobreza Extrema com o lançamento do Plano Nacional de Combate a Pobreza, nas próximas semanas.As regiões Centro-Oeste (4%), Sudeste (3,4%) e Sul (2,6%) possuem as menores parcelas de população em situação de extrema pobreza, abaixo da média nacional de 8,5%.
http://www.cartacapital.com.br/economia/brasil-tem-162-milhoes-na-pobreza-extrema/
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